Como lidar com a ansiedade?

Você se percebe ansioso no dia-a-dia ou em situações que exigem maior concentração e seu desempenho nas atividades se mostra reduzido? Você pode estar apresentando ansiedade ou Síndrome do Pensamento Acelerado.

Quer saber mais sobre esse assunto? Na sequência lhe apresentamos um texto que lhe auxiliará na compreensão da ansiedade e na forma de atuar diante dela.

Não deixe de ler e de compartilhar com seus amigos e colegas de estudos!

Ansiedade ou Síndrome do Pensamento Acelerado

Muitos não sabem que a ansiedade (ou Síndrome do Pensamento Acelerado) faz parte de nossa herança biológica. O que significa que não há como eliminá-la completamente de nossas emoções.

Espera um pouco! Dizer que eliminar completamente a ansiedade é uma meta irrealista não significa que você terá que viver subordinado a ela para sempre.

O que queremos dizer é que você precisa se conhecer para entender como reage nas diversas situações de seu cotidiano, para que assim consiga neutralizar, controlar e impedir que a ansiedade governe suas tomadas de decisões e, consequentemente, sua saúde mental. 

Nossos ancestrais viviam em um período em que quase tudo representava perigo à preservação da espécie humana (muitos predadores, fome, tribos hostis, etc.). Em virtude disso, a psique humana evoluiu visando garantir a sobrevivência da espécie, e a emoção de medo surge com a função de “proteção”. 

Naquele período, os medos sentidos pelos seres humanos eram adaptativos, e necessários, por isso não causavam desconforto físico e emocional nos indivíduos. No entanto, na atualidade esses medos se tornaram desadaptativos (fora de contexto), uma vez que os problemas enfrentados por nós diferem e muito daqueles vivenciados por nossos ancestrais.

O que acontece é que a psique humana evoluiu, mas a função exercida pela ansiedade não acompanhou essa evolução. A ansiedade permanece com o mesmo objetivo que possuía junto aos nossos ancestrais, ou seja, proteger a espécie humana de possível extinção.
    
Vamos para um exemplo prático: você estava caminhando tranquilamente por uma rua, pensando na lista de afazeres que teria que realizar ao longo do dia, quando, de repente seus pensamentos são interrompidos pelo latido forte de um cão que salta no portão da residência em que vive. Nesse momento, você leva um tremendo susto e sente que seu coração deixou seu corpo!

Pois é, sabe porque esse tipo de reação acontece? Agradeça aos nossos ancestrais que precisavam estar atentos para correr de um jaguar, assim que os avistasse. No exemplo acima, provavelmente sua ansiedade interpretou o movimento feito pelo cão como tendo sido realizado por um jaguar.

Atenção! O que vemos é transformado por nossa ansiedade para que ela possa justificar sua atuação em nossa psique.

O exemplo do jaguar é meramente ilustrativo, mas com certeza você tem vivenciado exemplos parecidos quando vai estudar ou mesmo na hora de realizar a prova do concurso.

Em vez de você focar sua atenção nos enunciados das questões, você foca sua atenção nas sensações provocadas pela ansiedade, fazendo com que ela te domine e os famosos “brancos” aconteçam.
    
Em poucas palavras, continuamos agindo baseados em um conjunto de regras ultrapassadas, que se mostram desadaptativas nos dias de hoje. Tais regras funcionam em nossa psique como um software humano, o problema é que este software está desatualizado, infelizmente.

Vivemos em uma sociedade nervosa

Talvez as pessoas pensem que por vivermos em uma sociedade que parece estar mais protegida das catástrofes do que estavam nossos antepassados, isso signifique que o nível de ansiedade diminuiu.

Engana-se quem pensa isso! O nível de ansiedade aumentou tanto que nos transformamos em uma sociedade nervosa, não escapando ninguém (atingindo desde crianças até idosos). 

Quais os fatores que contribuem para que ocorra esse aumento da ansiedade em nossa sociedade? Dentre os fatores, destacam-se três: 

  1. Conforto material: Nossas expectativas em relação ao conforto material aumentou por causa da riqueza, devido ao consumismo, padrões de beleza. Em questão material, estamos melhores do que nossos avós e pais, mas nutrimos uma ânsia por sempre querer mais do que já conquistamos (eternos frustrados).

  2. Segurança: o crime aumentou, as ruas não mais são seguras. O terrorismo se apresenta cada dia mais como uma ameaça real. A segurança no trabalho também diminuiu; as pessoas são demitidas com mais facilidade. É preciso estar se atualizando sempre para não perder seu lugar no mercado de trabalho e o recebimento de uma aposentadoria satisfatória na velhice não é mais uma garantia.

  3. Conexão social: ao longo do último século, nossos laços com outras pessoas passaram a ser menos estáveis e previsíveis (maior número de divórcios, famílias divididas e espalhadas, maior número de pessoas morando sozinhas). As comunidades se tornaram menos coesas e mais dispersas, tanto que muitos nem sequer conhecem seus vizinhos.

Como lidar com a ansiedade?

Diante do que já foi exposto, a dúvida de como lidar com a ansiedade para que ela não domine você e suas tomadas de decisões deve estar grande. Pois bem, a ansiedade é algo sério! Caso você sofra de ansiedade a possibilidade de que isso impacte negativamente sua vida é grande. 

Muitas vezes, ao apresentar algum dos transtornos de ansiedade, a pessoa se perceba tendo dificuldades no trabalho, na família, nas relações interpessoais. O que a deixa ainda pior.

O que fará a diferença entre ser ou não dominado pela ansiedade é a forma como você lida com suas emoções. Se você consegue ter domínio delas, fazendo sua regulação emocional de forma funcional, provavelmente não terá dificuldades para neutralizar a ansiedade quando ela aparecer.

Se você percebeu que não consegue lidar de forma funcional com sua ansiedade, significa que você precisará se autoconhecer melhor, para que consiga gerir melhor suas emoções. Provavelmente, esteja utilizando de estratégias diversas com o intuito de evitar situações, locais, pessoas, objetos que lhe causem ansiedade. 

A utilização da fuga ou da esquiva para lidar com sua ansiedade não farão com que ela seja controlada. Ao contrário, deixará você ainda menos concentrado naquilo que realmente importa, uma vez que você estará em estado de alerta o tempo todo na frustrada tentativa de não sentir ansiedade.
    
Você conseguirá vencer a sua ansiedade quando começar a questionar suas regras desadaptativas - atualizar seu software.

Para realizar esse questionamento, você precisará examinar as suas crenças disfuncionais (as quais fornecem a base de sustentação para as regras), pois elas influenciam enormemente nossos pensamentos e, consequentemente, afetam nossas emoções e nossos comportamentos.
    
Você pode deixar de lado esse território marcado pelo medo e tristeza e seguir para um em que sua ansiedade não mais controle suas tomadas de decisões nem destrua sua sensação de prazer ou cause danos a sua saúde mental e bem-estar.

Compreender o papel da ansiedade em sua vida é fundamental para conseguir neutralizá-la. Lembre-se: sua meta não é eliminar a ansiedade, pois essa é uma meta irrealista. O objetivo é neutralizar, para controlar e conseguir impedir que a ansiedade governe sua saúde mental.

Lembre-se! Um presidiário pode ter seu corpo confinado atrás das grades, mas sua mente é livre para pensar, sonhar e imaginar. Quem construiu as prisões ao longo da história não estudou o processo de construção de pensamentos e por isso não compreendeu que não adianta trancar o corpo, se a mente jamais pode ser aprisionada.

Mesmo a ansiedade querendo te aprisionar dentro de seu próprio corpo, você é quem toma a decisão final. E aí, o que vai ser?

Dica de ouro!

Para quem está estudando para um concurso, às vezes, pensar em dormir é uma meta irrealista, pois são tantos conteúdos para estudar. É nessa tomada de decisão que você pode estar colocando em jogo sua aprovação no tão sonhado concurso.

O sono é vital para que tenhamos uma mente equilibrada, saudável e que possa ser considerada produtiva. Se você está estudando quase 24horas por dia, provavelmente, terá um mau desempenho na hora de resolver sua prova, pois o armazenamento das informações será reduzido em comparação aos candidatos que entenderam que seus corpos precisavam de intervalos para descanso.

Diante dessa realidade, muitos concurseiros optam pelo uso de medicação, sendo até diagnosticados, equivocadamente, por especialistas como hiperativos, pois apresentam sintomas semelhantes ao da ansiedade (tais como: desconcentração, irritação, inquietação, baixo limiar para frustração, dentre outros).

O remédio para sua ansiedade não está na medicação!

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Dados do autor:

Professora Poliane Brunetto Carrasco é bacharel em História pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), graduada em Psicologia pelo Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz (FAG), especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental pelo Instituto de Terapia Cognitiva (ITC - São Paulo), membro fundador da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (APAC) de Cascavel-PR e empresária no setor de cursos e treinamentos.

Éder Gulhak

Éder Gulhak é jornalista, formado desde 2008, tendo trabalhado por vários anos com assessoria e também diversos veículos de comunicação. Músico por paixão, teve contato desde cedo com ferramentas e métodos de produção e edição de conteúdo por meio de áudio, vídeo, texto e imagens. Atuou, mais recentemente, com vendas e gerenciamento e treinamento de equipes em âmbito nacional. Aficionado pelos meios digitais, hoje reúne toda sua experiência e se dedica exclusivamente ao Marketing Digital.

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